quarta-feira, 5 de maio de 2010

amor para toda vida


Dirigido pelo veterano ator e diretor Richard Attenborough, "Closing the ring" se passa em duas épocas. Durante a II Guerra, a jovem Ethel se apaixona pelo adorável Teddy, que está prestes a ser convocado. O casamento é apressado e ela entrega ao amado o anel que selou a união do casal. Este será o elo de ligação entre esse tempo de amor, juventude e bombas e a segunda fase do filme quando, já idosa, Ethel recebe um telefonema da Irlanda de alguém que encontrou o anel de Teddy, entre os escombros de um B-17. Nesse meio tempo, Ethel teve que lidar com a perda do marido. Para Freud, o luto é um teste de realidade. O objeto amado não existe mais e a libido (energia psíquica) precisa ser retirada daquele objeto. Não se abandona de bom grado uma posição libidinal. Nem mesmo, quando um substituto já se acena. No filme, o substituto tinha sido escolhido pelo próprio Teddy. Antes de partir, ele pedira ao amigo Chuck que cuidasse de Ethel se não voltasse. Mesmo aceitando se casar com Chuck, Ethel não se desapega das lembranças do marido, a ponto de cobrir com um tapume a parede que continha suas fotos. Apaixonado por ela, Chuck aceita conviver com aquele fantasma atrás da parede. Mas Marie, o fruto do seu casamento com Ethel, se revolta diante da falta de amor da mãe pelo pai. Até que ponto, aqui já entra o Complexo de Édipo da garota, não sei. A essa altura, o triângulo vira um quadrado quando percebemos que Jack, outro amigo de Teddy também alimentara, a vida inteira uma paixão secreta pela viúva. Daí a importância do reaparecimento do anel. Viúva pela segunda vez, Ethel, a principio, recusa-se a reaver a jóia. Mas quando o irlandês atravessa o oceano pra entregá-la, a viúva se dá conta que precisava daquela prova pra concluir seu trabalho de luto. Com ele encerrado, o ego de Ethel está livre e desinibido pra viver, desta vez, uma relação plena com aquele que esperou a vida toda por ela.

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